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COBRA PVC — ESTUDO DE MATERIAL

Pele de cobra em plástico. Um estudo do material em si — que rendeu uma saia balão e um blazer antes de decidir o que vem a seguir.

O Gesto

Tenho aqui no atelier uma pele de cobra que nunca esteve numa cobra: PVC termoplástico com escama azul, brilho de vinil, memória de plástico. Antes de decidir o que fazer com ela, fiz o que se deve fazer sempre — estudar o material em si. Como dobra, como reflete, onde cede e onde teima. Um material destes não se comporta como tecido: não respira, não perdoa a agulha, e cada vinco fica lá para sempre a contar o erro.

A Intervenção

Do estudo saíram duas respostas. Um blazer clássico em PVC semi-transparente, com as arestas domadas por viés de poliéster preto — a estrutura da alfaiataria a segurar um material que só quer ser espetáculo. E uma saia balão de cintura alta em PVC opaco, cosida com linha branca grossa à vista, onde o volume faz o trabalho que a fibra não sabe fazer. O corte clássico contra o material berrante: é aí que a conversa fica interessante.

Status

Isto foi um estudo, e é o resultado de um estudo — parte do processo, não ponto de chegada. O material está na mesa, provado e percebido, pronto para fazer qualquer coisa. O que vai nascer dele ainda está em aberto. E é assim que deve estar.

COBRA_01 — BLAZER
COBRA_01 — BLAZER
COBRA_02 — SAIA BALÃO
COBRA_02 — SAIA BALÃO
COBRA_03 — SAIA / CORREDOR
COBRA_03 — SAIA / CORREDOR
COBRA_04 — FICHA / BLAZER
COBRA_04 — FICHA / BLAZER
COBRA_05 — FICHA / SAIA
COBRA_05 — FICHA / SAIA

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