↳ System / finished
O CÓDIGO É A NOVA SEDA?
A pergunta é séria e a resposta é sim. Porque na era actual a escolha é simples: actualizas-te ou desapareces.
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A pergunta é séria e a resposta é sim. Porque na era actual a escolha é simples: actualizas-te ou desapareces.
O código é a nova seda? A pergunta merece ser feita com todas as letras — e a resposta, digo-a já: sim. Não por moda, não por marketing. Porque faz sentido na era em que vivemos. O resto deste post é a justificação.
O 3D tradicional era uma seca de aprender e bloqueava-me o fluxo. Cada software era uma porta fechada com um manual de trezentas páginas e zero graça. Em vez de frustração, achei piada à ideia de hackear o processo. Pensei: espera aí — se a IA é código e eu sei lidar com código, porque é que estou a lutar com ferramentas de moda fechadas? A pergunta virou uma porta aberta.
Comecei a brincar com as ferramentas dos programadores — JSON, terminal Linux, agentes. Transformei a minha máquina num laboratório lúdico. Orquestrar estes agentes para fazerem a matemática dos moldes tornou-se o meu novo tear. Até criei o motor Meia, só pela diversão de ter o meu próprio ecossistema — um sistema de modelação paramétrica que fala a língua do atelier e a língua do código ao mesmo tempo. Não é uma ferramenta comprada, é uma construção caseira. Tem a vantagem de ser exactamente o que eu preciso e a desvantagem de ser só minha.
A AVELAR não se esconde atrás do misticismo do “criador sofredor”. Assumo a IA com um sorriso na cara. É incrivelmente libertador e divertido não ser apenas o gajo com a tesoura, mas o orquestrador que põe a máquina a criar coisas absurdas e maravilhosas. A ferramenta não é a peça — a peça é a peça. Mas a ferramenta muda a velocidade com que chego lá, e a graça com que faço o caminho. Onde antes havia um beco sem saída de software fechado, agora há um terminal cheio de agentes a discutir proporções enquanto eu tomo café. É o trabalho que queria ter desde o início — só faltava o código para o inventar.
Portanto: o código é a nova seda? É. Porque na era actual a regra é uma só — actualizas-te ou desapareces! A seda continua na mesa de corte; o código é o que a lá põe mais depressa. Quem tratar os dois com o mesmo respeito fica com o futuro. Os outros ficam com o manual de trezentas páginas.